quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Back in NY

Mas nao por muito tempo. Parece que ultimamente tenho formiga na bunda, e nao aguento ficar em um lugar por mais de 3 dias. Ou, obviamente, sera porque nao encontrei o meu lugar. Mas pelo menos, sei reconhecer os que nao sao.

A primeira sensacao ao chegar de volta a NY foi de saudade. Depois, cansaco, depois, angustia. E depois, muitas coisas...

Vou curtir mais uns dias por aqui antes de voltar para o meu Brasil, correr pro abraco, ser feliz. Como disse uma amiga, "nao tem lugar melhor no mundo pra esquecer os problemas do que o Brasil".

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

E acabou-se!

Mas ja? Sim. Bastaram 3 dias e 70 km no Caminho de Santiago para me convencer que ali nao era o meu lugar, pelo menos nao nesse momento. Poderia dizer que foi a unha encravada (o que eh verdade) ou o joelho dolorido (tambem) o que me fizeram interromper a caminhada, mas a verdade verdadeira eh que eu nao estava no clima. Dizem que as vezes eh preciso mais coragem para desistir do que para continuar -- eu que o diga, com todos os olhares de desprezo dos meus companheiros "peregrinos" -- mas nada se compara a seguir o que diz o coracao. Beijos!
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

32244 passos

Ainda nao sei bem o que estou fazendo aqui, mas esta comecando a ficar divertido. Fiquei meio bolada com tanta gente ontem no albergue e hoje decidi caminhar 8 km mais para chegar a cidadezinha seguinte. E calhou de ser dia de festa na cidade, com banda de musica, rojoes e prendas para a criancada. Muito bacana! Mas eu vou logo pro albergue botar meus pezinhos pro alto.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Deixe-me ir, preciso andar...

Muita adrenalina. Desde que terminei o Caminho de Santiago, na Galicia, prometi a mim mesma que ia repetir. Hoje, 11 anos depois, comeco de novo a jornada, no mesmo dia, com a mesma companhia, e igualmente debaixo de chuva, mas a partir de um ponto diferente. Porque, como diz a velha historia, nao se cruza o mesmo rio duas vezes.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Le weekend

Meu primeiro e unico fim-de-semana completo em Paris foi bem bacaninha, e assaz turistico. Por sorte, fez um tempo maravilhoso, em contraste com o frio e a chuva do começo da semana e aproveitei para fazer dois programas tipicos de fim de semana: ir ao parque e à feirinha de antiguidades.

Bom, parque é modo de dizer. Fui visitar o palacio de Versailles, e mais importante, os jardins do palacio. Depois de quase duas horas de fila para comprar o ingresso (porque vida de turista nao é facil...), entramos no palacio, eu e minhas colegas de curso da Aliança, que logo nos perdemos em meio a turba de gente.

O palacio em si é, obviamente, majestuoso, e a famosa sala dos espelhos é realmente impressionante. O luxo do mobiliario e da decoração é que ilude um pouco a imaginaçao, porque apesar dos intentos de recomposiçao, o que se ve ali é um samba do crioulo doido de estilos e epocas sem muita coesao. Mas va la.

Agora, o que mais me maravilhou foram os jardins, imensos labirintos a se perder de vista, tao elaborados e bem cuidados, adornados com fontes, estatuas, arabescos e recantos. Nao da pra nao imaginar a realeza passeando e sassaricando por aqueles jardins... Mais adiante, o refugio de Marie Antoinette, mais campestre, e tao rural que parece de mentira, mas nao é. Pelo menos, o tomate que eu colhi daquela horta era bem real, e caiu deliciosamente bem para o meu jantar de sabado.

E detalhe, boa parte dos jardins é na verdade um parque aberto ao publico, onde se pode ir fazer pic-nic, andar de bicicleta e passear de barquinho pelo grande canal, sem necessidade de comprar ingressos.

Voltei pra casa exausta depois de tanto bate-perna, e totalmente feliz por ter visto tantas coisas lindas.

No domingo, pra compensar, o programa foi bem mais tranquilo. Fui dar uma volta no famoso marché aux puces de St-Ouen, aqui do ladinho de casa. "Les Puces", como o chamam os franceses, é um conjunto de mercados espalhados ao longo da Rue de Rosiers, cada qual com sua especialidade, uns mais, outros menos charmosos. O que mais gostei foi o Marché Paul Bert, que tem uma mistura de móveis vintage, roupas, acessorios e coisinhas mil. Comprei uma caixinha de musica com a melodia de A Paris, do Yves Montand. Très chic.

domingo, 22 de agosto de 2010

Bonjour, Paris!

Parece sonho, mas aqui estou, vivendo a minha tao sonhada liberdade, longe da rotina do escritorio e da escravidao do relogio, dormindo e acordando tarde, flanando pelas ruas de Paris qual estudante que agora sou. Enfim, esta é uma das vidas que pedi a Deus (porque sempre ha outras...)!

A primeira semana foi um grande caldeirao de novidades, lembranças, descobertas, saudades de tempos recentes e remotos, reflexao e aprendizado constante. A parte boa de ja ter estado em Paris outras vezes é que ja fiz a maioria dos programas turisticos obrigatorios (ou lerês, como diz o @riqfreire) e agora posso me dar ao luxo de conhecer melhor a verdadeira (?) Paris, a minha Paris.

De segunda a sexta, tenho aula de frances (a la Alliance Française, bien sur!), mas só a tarde, porque as manhas foram feitas pra dormir, ou deveriam, nao fosse uma janela sem cortina que me faz despertar com a luz do sol. Mas insisto. E depois da aula, reservo a tarde para caminhar, muito e sempre, cada dia por um bairro diferente, decorando caminhos, desvios, vielas, passagens e depois voltando a me perder ate encontrar o metro que me leva, cansada, para casa.

Casa que, ha que se dizer, nao fica exatamente em Paris, mas em Saint-Ouen, que logo aprendi que é uma cidade à entrada norte de Paris, mais conhecida por seu mercado de antiguidades e por abrigar a catedral de Saint Denis, onde estao enterrados os reis da França. Porem, tendo sido um arranjo de troca entre esse e o meu apartamento no Brooklyn, pode-se dizer que estamos quites.

Ainda nao me acostumei com o fuso horario, que me faz ir para a cama mais tarde do que deveria e, no dia seguinte, tomar mais cafes do que é aconselhavel. E isso nao me impede de ir bem nas aulas, aproveitar um pouco de vidinha social com amigos e amigos de amigos que andam por aqui, e ainda matar um pouco da saudade de quem está longe.

domingo, 25 de julho de 2010

A tree grows in Brooklyn

"What's the matter with me, anyhow? [...] I'm dissatisfied with my job when I should feel lucky having such interesting work. Imagine getting paid to read when I like to read so much anyhow. And everyone thinks New York is the most wonderful city in the world and I can't even get to like New York. Seems like I'm the most dissatisfied person in the whole world. Oh, I wish I was young again when everything seemed so wonderful!"

A tree grows in Brooklyn, p.380-1.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Some people are simply afraid to think big. And that's exactly why they do not succeed."

A frase nao é minha, mas podia ser.
 
Achei-a aqui: http://deanoseua.blogspot.com/. E olha que "fatos" interessantes (como diz a minha xará autora do blog):
 
1) A autora do blog também se chama Dea
2) Ela tambem é brasileira
3) Ela tambem mora em NY
4) Ela tambem esta indo (sera que ja foi?) embora dos EUA
 
É, nao sabia? Eu estou indo embora dos EUA. A principio, é so por uns tempos, mas me conforta pensar que estou indo embora (nem que seja "so por uns tempos").

domingo, 2 de maio de 2010

Almoço de verao

Hoje rolou uma faxina forte aqui em casa, incluindo mudar os moveis de lugar, discos, CDs, tudo. Enfim, o calor deus as caras, e parece que veio pra ficar por uns meses. 

Esse foi o almocinho rapido e gostoso de hoje, na pausa da faxina:

1 cenoura ralada
1 tomate picado
1/2 lata de sardinha com o azeite
1/2 xicara de cuscus
sal 
alho

Deixe o cuscus de molho em 1/2 xicara de agua quente por 5 minutos. Solte os graos com o garfo e nisture com os demais ingredientes. Uma ou duas colheres de suco de laranja vao bem pra caramba nesse prato. 

Acompanhe com salada de folhas verdes e morango picado, temperada só com vinagre balsamico e uma pitadinha de sal.

sábado, 3 de abril de 2010

Quando as coisas boas vem

Tem coisa pior, quando se vai para a praia, do que chover ou fazer frio? Eu acho que sim, e isso é ir para a praia e ter que estudar. Todo mundo la fora naquele sol, agua salgada, cervejinha, e voce enfurnado em casa terminando os exercicios que tem prazo pra entregar, ou estudando para a prova final da segunda-feira. Ou entao, tentando/fingindo estudar debaixo do guarda-sol ou no quiosque, mas sem a menor vontade ou dedicaçao... aquele marzão na tua frente, provocando. 

Agora, tudo muda de figura quando se tem que estudar na praia E la fora faz frio e chove. Hoje eu vi que o mundo nao é tao injusto assim, e ate dentro de uma situaçao que podia ser duplamente ruim, as coisas boas vem. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tudo igual, mas diferente


Quase um ano depois, volto ao Rio e encontro tudo na mesma: o Rio continua lindo, faz um calor danado, as praias são um desbunde, gente alegre e sorridente pra todo lado, e ainda conto com os amigos que me recebem tão bem e me fazem sentir em casa.


Eu não devia dizer isso publicamente, mas sei que ainda vou ter que morar no Rio. Dificil não gostar dessa cidade. Tambem é dificil não ver seus defeitos e circunstancias, mas agora é tarde, já é paixão.

O problema vai ser (?) convencer a outra paixão da minha vida a ir morar lá. Mas desconfio que com mais uma ou duas temporadas de férias por lá, a Cidade Maravilhosa vai fazer o trabalho por mim. :)






sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Coletânea de fatos inéditos da semana

mala pronta 3 dias antes da viagem, fazer risoto sem olhar a receita, querer ir trabalhar para o tempo passar mais rapido, nao morrer de ciume, me rebelar contra meus pesadelos, passar horas assistindo TV, ir trabalhar doente, postar 2 entradas no blog.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tempestade

No Brasil, nao temos neve. Muito menos, coisas do tipo "amanha nao abrimos por causa do mal tempo" (se bem que algumas chuvas de Sao Paulo ate mereciam...). "Tempestade de neve", entao, soa como algo quase apocaliptico. E amanha, pela primeira vez em 4 anos, nao vou ter que ir trabalhar porque vamos ter uma tempestade de neve!



Juro que estou mais entusiasmada com a parte da "tempestade de neve" do que pelo fato de nao ter que ir trabalhar. Ja pensou um dia inteirinho em casa vendo a neve cair la fora?

Viva o Youtube e um bom estoque de pipocas! :)


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

New York, New York

hoje comprei um protetor de orelha, que foi provavelmente a melhor compra que fiz nesse inverno. era pra ser da burberry, mas numa dessas, os camelôs da St. Marks ficavam mais a mao, e acabei economizando 120 dolares. o fato é que as vezes um cobertor de orelha chumbrega é melhor que nada.

e veio em boa hora, porque hoje comecou a nevar. e o programa da noite que a principio era uma exposicao de arte no lincoln center, depois era um bar em midtown, e acabou sendo meia duzia de quadros de gosto duvidoso expostos num bar quase deserto de columbus circus, foi pra mim uma gincana (onde uma das provas foi ficar de papo com uma garota inconformada com o fato de "ja" ter 25 anos...).

nunca pensei que um dia um protetor de orelha fosse salvar meu dia.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O Rio de Janeiro continua lindo...

Quem me ouve falando assim do Rio vai achar que eu estou doente. Sou paulista de coração, mas tenho que admitir que o Rio é lindo, sim. Cidade Maravilhosa. E um dia eu ainda vou morar lá! Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando avistei a cidade, aquele dia lindo de sol, calor de mais de 30 graus, o mar, uma amplidão que é mais que espaço, uma amplidão que te recebe de braços abertos!

Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara...

Porque escolhi o Rio para comemorar meu aniversario é um misterio que nao vou desvendar aqui, mas tinha tudo a ver com o meu momento, e com uma certa vontade de carnaval e liberdade que ficou encroada em mim. E alem disso, por que nao?

Cheguei numa quinta de manha e fui direto para a casa da Lara, que foi um doce de coco em me hospedar e dividir esse fim-de-semana comigo. Grande mulher, a Lara! Pra começar, uma volta pelo Centro: Estaçao Central, Arquivo Nacional, Palácio do Itamaraty -- um desbunde de lugar! -- e teria continuado até a Candelária, se nao tivesse pedido informaçao a um policial que me botou medo ate a terceira geraçao e me mandou direto de volta pra casa. Mas a noite, como tinha que ser, rumamos para o Informal para um bom papo, cerveja gelada e arrumadinho.

Eu e Lara no Botequim Informal

Deixa eu dizer que, apesar da neura da violencia na cidade (que se nota, sim, senhor!), o povo carioca é um povo muito simpatico e bem-humorado. Ou sou eu que nao estou mais acostumada a tantos sorrisos e gentileza. É passar meia hora na praia vendo essa gente ralar debaixo de sol vendendo de um tudo e ainda fazendo graça e voce ve que carioca tem valor. Ipanema. Posto 9. Classico. Mate gelado e queijo coalho na brasa. Sai de la me sentindo um amendoim: torrada e salgada (mas ainda com casquinha...), e pronta pra acompanhar uma cerveja. E tinha que ser num boteco bem vagabundo, com o carioca mais cachorrao que conheço e amo! Saudades, viu?

E tao bom como estar com velhos amigos é encontrar novos. Alem da Lara, tive uma sorte incrivel de estar no Rio com o Fabiano Caruso, que de conhecido virtual migrou para o restrito circulo dos bem-vindos como se sempre tivesse estado la. Gente fina é outra coisa. Gente fina, inteligente, divertida e cuca fresca é o Fabiano. Tive razao.

Caruso e nossos papos 2.0

Essa noite, a Lara me deu de presente o bolo de aniversario (brigadeiro e baba de moça, ainda bem que eu nao estava de dieta...) e o Fabiano me deu de presente... a Lapa! Meu Deus, o que é aquilo? E como é que eu nunca estive naquele lugar antes? Pois, agora, estive e pude comprovar a fama. Carioca sabe mesmo se divertir.

Lapa, 4 da manha.

Fui dormir feliz. Foi um dos meus melhores aniversarios (e olha que ja foram uns tantos...).

Sabado foi um dia de relax. Almoço e açai no Bibi (eu seguindo a listinha de recomendaçoes da Karla). Comprinhas no bazar do Joquei Clube, uma soneca rapida, banho... e cair outra vez na balada! Outra vez, Lapa: Rio Scenarium, uma casa de 3 andares lotada de gente bonita e alegre e muita musica boa. Samba samba samba. E da-lhe samba, pagode e gafieira, enfim. E dançar, dançar junto, dançar solto, solta, solteira no Rio de Janeiro... hmmm... e terminar a noite com um sonho... de padaria!

Domingo ainda deu tempo de ir a praia, tomar agua de coco e ficar de papo com a Lara na areia. Conversa de praia é uma das coisas mais descontraidas que existe, parece que é feita so pra passar o tempo, os assuntos vao e vem com as ondas, o ritmo acompanha a brisa, o sol batendo na moleira faz soltar tanta besteira e tantas outras coisas tao mais profundas. Depois, passear pelo calçadao, ate começar a baixar aquela leseira de ter que ir embora.


Delicia dizer que essa viagem foi toda de beleza e prazer. Assim como eu queria. Eu amo o Rio. E ainda vou morar la!

P.S.: A frase que vai ficar dessa viagem é do Fabiano: "Mulher nao namora, faz estudo de viabilidade". Nao é?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A geladeira dos outros

Uma das piores coisas de ter visitas em casa é abrir a geladeira e dar de cara com coisas que jamais conviviriam naquele espaço com a sua sagrada comida. Por exemplo, um frango. De pernas abertas. So faltavamos sair gritando, o frango e eu.

Esse povo devia ter um pouco mais de respeito. Afinal, eu nunca sai por ai botando abobrinha na geladeira dos outros.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mudança a vista

Estou tentando ficar ansiosa com o fato de que vamos nos mudar de casa em duas semanas, mas nao ta rolando. Estou adorando a ideia. E nao vejo a hora.
 
Nao consigo nem me incomodar com as caixas de papelao pela casa, com a poeira acumulando pelos cantos, a musica que nao posso ouvir porque os cds ja estao embalados, os moveis que vao ficar para tras.
 
Mudar é bom. Eu recomendo.
 
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nao sou só eu

Pensei que era so eu que nao atualizava meu blog, mas hoje andei clicando nos links de blogs de amigos meus e estamos todos na mesma. Renatinha em 2007, Telma em 30 de junho, Andre e Ronaldo em agosto, e a Lorena mudou pra uma url que nao funciona...

Mas eu ando fissurada em twitter, que é blog de preguiçoso. E ando lendo um bocado tambem: quase acabo a pilha de revistas que jorra da mesinha de centro. Melhor acabar tudo antes da mudança, porque senao vai tudo para o lixo mesmo. Alias, coisa boa de mudar de casa é se desfazer do que nao se usa. Confesso que estou mais animada para purgar a quantidade de coisas inuteis que acumulei em casa do que para empacotar o que vai para a casa nova.



Ouvindo: Cat Powers, "Song to Bobby"

terça-feira, 29 de abril de 2008

Como é que se diz "f..."

Voltando ao tema de outro dia, achei essa crônica do João Pereira Coutinho, hoje, na Folha:

"Fazer amor não é só uma questão de sotaque, mas também de imaginário e temperamento.

JÁ TINHA pensado no assunto: o amor é diferente quando é falado por línguas diferentes. O mesmo ato, a mesma cama, os mesmos corpos, mas a narrativa é distinta, porque distinta é a língua, e os tabus, e as expressões de excitação, e as palavras sussurradas ou gritadas que habitam a boca dos amantes. "Vou gozar", "estou-me a vir": fazer amor em português (do Brasil) ou em português (de Portugal) não é apenas uma questão de sotaque, mas de imaginário, temperamento, tradição."

Curioso, porque no domingo estávamos falando sobre isso...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Eu vi o Papa



Eu e mais 70.000 pessoas, no Yankee Stadium. O Papa é pop, já diziam os Engenheiros do Hawaii.